terça-feira, 25 de julho de 2017

Conto 14 - A Banheira




Ela tirou a roupa e entrou na banheira. Tudo parecia normal exceto pelo fato de simplesmente banhar-se por prazer e não por necessidade. Ali era o lugar onde ela mais desejava estar na maioria das horas do dia. Quando deitava sob aquela água quente e aromatizada pensava nas fantasias mais absurdas. Jogava fora todas as horas de escritório e deleitava-se no mais puro prazer da imaginação. Fechava os olhos e logo seus dedos passeavam descendo curvas aquáticas em direção a lugares pecaminosos para muitos, sagrados para outros. Seus mamilos logo cediam aos leves toques das pontas dos dedos deixando-os mais duros à chegada das unhas que torturavam seus lábios mordidos pelos dentes vorazes. Lembrou-se do novo colega de trabalho. Thomas. Tinha uma coisa nele que a fazia pensar em situações simplesmente impossíveis de serem feitas em um local de trabalho. Sim. Ela pensava em Thomas naquele instante. As pernas logo se esticaram em movimentos felinos e se repousava cada uma em uma borda da banheira. Ao leve som que vinha da sala, sua mão descia diretamente para um lugar que era justamente o mesmo lugar que Thomas naquele exato momento imaginava estar tocando em Júlia.

Ele em seu recém reformado e novo apartamento dividia seu espaço que pensava ele, ser apenas seu, com um inquilino perturbador. Em pé em seu novo banheiro ele lembrava de Júlia e seu balançar hipnótico. Ela era como uma musa para ele e nem se quer passava em sua cabeça que os dois ao mesmo tempo se tocavam prazerosamente pensando um no outro com uma avidez absurdamente extrema. Era como se seus órgãos sentissem um ao outro. Era como se fizessem o mais delicioso sexo ao apenas estarem conectados mentalmente. Mas de nada sabiam e apenas pensavam ser apenas um momento de prazer momentâneo.

O escritório estava vazio. Era um dia de feriado e apenas três funcionários trabalhavam. Um por parte do chefe queria logo se mandar dali enquanto os outros dois voluntários desejavam que a hora passasse mais devagar. Ficaram sozinhos as dez da noite. A pequena sala ficará silenciosa. Os dois nem sequer se falavam. Apenas o olhar era a única arma que tinham. Estavam conectados novamente e sabiam disso. Ele sentia um tesão que para ele não era normal. Mas sabiam. E assim, de repente, como de supetão foram em direção ao outro. Não havia tempo para beijos, eles sabiam que não se tratava disso, era algo muito mais profundo o que precisaram. Incontrolavelmente despiram-se sem ao menos observar que nenhum dos dois trajavam suas roupas de baixo. Talvez fosse para facilitar o acesso. Sem nem falarem, dominados totalmente pela fúria e insensatez do sexo ele a colocou em cima da mesa e chupou-lhe os seios como se fosse um presidiário ao ver uma mulher depois de vinte anos. Dava leve mordidas em seus mamilos que automaticamente respondiam a tamanha violência ficando duros como pedra. Ela lambia suas orelhas e o puxava mais ainda para seus seios que logo começavam a ficar doloridos de uma overdose de prazer. Ele abriu suas pernas e começou a descer sua boca. Lambeu a barriga e desceu mais. 

O sangue pulsava dentro dela como se fosse vira-la do avesso. Thomas lutava contra seu pênis que ansiava e pulsava querendo um lugar quente e molhado. Então foi naquele momento que ela perdeu a linha. Ele lambia levemente com sua língua quente e molhada o clitóris de Júlia que ardia de prazer. Sua língua dava sensações indescritíveis enquanto levemente introduzia um dedo dentro de Júlia que logo perdia a noção da razão e do mundo físico. Seu dedo girava, entrava e saía em movimentos circulares e totalmente aleatórios enquanto beijava, chupava, lambia e mordia levemente o clitóris de Júlia e ao mesmo tempo beliscava de leve seus mamilos ainda em estado de pedra. Era uma sensação que não soube explicar. Não sabia se sonhava ou se estava viva. Talvez aquilo fosse o paraíso. O peito arfava velozmente, o coração gritava por socorro e algo explodia dentro dela. Ela gritou e gozou pela primeira vez com um gemido desconhecido pelos ouvidos humanos, um som que nem os pássaros são capazes de fazer e nem ela mesma sabia o que sentia depois de tamanha apoteose.

O tempo não existia. Ela tremia dos pés a cabeça. Seus olhos ainda fechados tentavam saber o que tinha acontecido. Era pior do que estar drogada ou bêbada. A adrenalina invadia suas veias sem pedir licença. Então ela o viu entre suas pernas que tremiam. Ela viu ele lamber os dedos e com a expressão de uma criança que apenas passava seus dez minutos em um parque de diversões. Ela o puxou com força e o jogou na mesa como um escravo a ser punido. Quando olhou para baixo assustou-se com tamanha rigidez. Sua estupenda virilidade pulsava enquanto ela ajoelhava-se e colocava-o levemente em sua boca molhada e quente. Então ele foi às nuvens. Júlia chupava Thomas como se fosse um sorvete, um picolé. Sua língua passeava dentro de sua boca deixando-o ainda mais inquieto e gemendo cada vez mais. Thomas não sabia quem ele mesmo era. Não fazia diferença alguma saber sobre o mundo. Ela chupava sua glande e lambia seu pênis de cima a baixo enquanto falava o que mais gostava de falar. Ela não queria mais deixar de chupar e ainda masturbava Thomas girando sua língua e englobando tudo com sua boca.

Thomas sabia que ainda tinha muito que vir. Pegou-a ferozmente pelos cabelos e a colocou de quatro apoiada na mesa de escritório. Júlia se empinava toda para ter assim o máximo de penetração possível. Ele segurou firmemente seu pênis e colocou vagarosamente dentro dela sentindo a invasão de cada centímetro da sua linda e quente bocetinha. Ela sentiu seu pênis entrando devagar, bem vagarosamente e cada milímetro era uma sensação diferente, cada movimento era como se seu coração fosse explodir. Ela jogava seu corpo para trás sendo penetrada até o fim onde nenhum espaço mais reclamava pela ausência do pênis duro e grosso de Thomas.

Thomas por sua vez aumentava o ritmo incessante cada vez mais rápido e depressa sentindo toda a pequenez da bocetinha carnuda e apertada de Júlia. Ela gemia como se o mundo fosse vazio e ele puxava os cabelos dela como se guiasse uma égua no cio, o que na verdade não se diferenciava muito. Ela pedia para ele meter mais forte e ele obedecia e dava-lhe beliscões e tapas.

Mudaram de posições umas cinco vezes antes de simplesmente perceberem que ainda permaneciam em seus banheiros. Julia abriu os olhos e desejou morrer do que ter acabado o sonho, ou seria ilusão? Thomas ainda ouvia seu inquilino reclamando porta afora por causa de seus gemidos. Os dois decepcionados com a peça que suas mentes os pregaram. Perderam toda a vontade de se quer continuar e em suas mentes sabiam que era tudo irreal. Só não sabiam que no dia seguinte seria um dia de feriado e apenas três funcionários trabalhariam. Um por parte do chefe que iria querer logo se mandar dali enquanto os outros dois voluntários desejariam que a hora passasse mais devagar.


Texto de: Léo Vieira - Novo Colaborador do Blog 😉

Fotos da Internet

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